Planilha de custos e formação de preços
Detalhamento do preço proposto em cada componente de custo: salário, encargos, benefícios, insumos, tributos e lucro. É exigida em serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra — categoria em que cai boa parte dos contratos de TIC, como service desk, sustentação e alocação por posto.
Ela vale mais depois da disputa do que durante
Na disputa, a planilha demonstra exequibilidade. Depois, ela vira a base do reequilíbrio: a repactuação de custos de mão de obra é calculada sobre os valores declarados ali e a partir da data-base da convenção coletiva informada.
Planilha montada às pressas para “bater o preço” trava o contrato inteiro: o que não foi previsto na composição dificilmente entra em repactuação depois.
Onde a análise costuma derrubar
Convenção coletiva que não é a da categoria ou da base territorial do serviço; encargos abaixo do submódulo aplicável; ausência de provisão de férias, décimo terceiro e rescisão; benefícios menores que os obrigatórios na convenção.
Outro ponto recorrente é tributo incompatível com o regime da empresa — alíquota de Simples Nacional em planilha de empresa no lucro presumido, ou o contrário — o que muda o preço final e é fácil de conferir.
Onde costuma dar errado
Declarar convenção coletiva errada. Além de fragilizar a proposta na análise, ela fixa a data-base e os pisos que vão reger toda repactuação futura — o erro se paga mês a mês pelos anos de contrato.
Atualizado em 06/09/2026. Conteúdo informativo — não é parecer jurídico, e a redação do edital prevalece sobre qualquer regra geral descrita aqui.